quarta-feira, fevereiro 14, 2007

[Egipto] uma sociedade tão...

...nhurra.

Acabei de voltar da discoteca ... para meu grande espanto quando lá cheguei deparei-me com uma multidão heterogénea de rapazes e raparigas entre os 20-25...isto numa sociedade onde as raparigas são altamente oprimidas tanto pela familia como por qualquer um dos 24 milhões de habitantes desta cidade. A parada é simples e assustadora: se não for virgem não arranja marido - ponto final. Só o ser vista a dar a mão em publico dá direito a que se construa rápidamente (nem imaginam o quão rápido) uma reputação que dará direito a luz verde imediata para qualquer homem (policias incluidos...esses são outros que falarei mais à frente) poder exercer livre assédio na praça pública.

Portanto pode-se imaginar o quão "na linha" estas meninas andam e consecutivamente o quão desesperados vivem diáriamente estes tótós (que não têm outro nome).

Voltando à história da discoteca: está claro que estas raparigas fizeram um pacto com o diabo e borrifaram-se para o que a sociedade lhes diz...mas a um preço: 250 libras egipcias por uma hora de aluguer.
É verdade...a cena era fabulosa...montes de mesas apinhadas de gentlemans em volta de uma pista de dança com "quadrados de luz no chão", aqueles mesmo à 70's. Enquanto isso na pista de dança os rapazes chamavam a atenção das "madames" fazendo-lhes cair uma chuva de notas de 5 e 10 libras pela cabeça abaixo. Ao que elas claramente retorquiam por passar ao próximo para mais uma daqueles lucrativos "duches-on-the-dance-floor".

A cena deverá ser dificil de imaginar para os que nunca viram tal fenómeno de outro mundo (não restam dúvidas...eu em janeiro troquei de planeta).

Cenas de completo desespero masculino foram frequentes durante esta noite...assim como a ocasional cena de quase-pancadaria, sempre a puxar à emoção...

Pontos positivos: a música e basta!





com isto se percebe que estes rapazes é só fachada...muito livres, muito alegres mas na verdade não passam de uma cambada de...

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